‘Não vou deixar esforços anticorrupção serem perdidos’, diz Moro

O ministro da Justiça, Sergio Moro , voltou a defender a continuidade das operações anticorrupção no Brasil e a Operação Lava-Jato em seminário no jornal “O Estado de S. Paulo”, nesta segunda-feira, para lançamento do livro “Corrupçao: Lava-Jato e Mãos Limpas”, do qual é um dos autores.

— Não vai ser no meu turno como ministro que vou deixar os esforços anticorrupção serem perdidos — afirmou.

O ministro citou a ampliação de integrantes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e o fortalecimento das forças tarefas como exemplos de medidas tomadas para garantir a continuidade das investigações. Como discussão para medidas futuras afirmou que é possível estabelecer períodos de mandato para o diretor da Polícia Federal, por exemplo.

Segundo Moro, houve grande avanço nos ultimos cinco anos no combate à corrupção e é importante medidas que sinalizem que quem cometer atoa de corrupção será punido. Segundo ele, medidas de combate à corrupção estão contidas no pacote anticrime enviado ao Congresso Nacional.

Ele respondeu a críticas de que faltaram estudos para embasar o projeto, contidas em reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira. Afirmou que o projeto foi fruto do trabalho de diversos especialistas no tema para trabalhar no projeto e que são simples e universalmente reconhecidas como eficazes.

— As medidas falam por si. Elas são muito óbvias no seu efeito e na dua eficácia em relaçao ao que se propõe. São medidas tåo óbvias e eficazes no enfrentamento da
Criminalidade que nao precisam ter estudoa específicos para aquela finalidade. São medidas óbvias e universalmente reconhecidas como eficazes — disse Moro, citando mudanças como o início da aplicação da pena a partir da sentença do Tribunal do Júri, aplicado em caso de homicídios.

O principal foco da comparação entre a Lava-Jato e a Operação Mãos Limpas, que investigou a máfia na Itália, é o efeito sobre a economia. A professora Maria Cristina Pinotti, organizadora do livro,  afirma que a economia italiana perdeu fôlego depois que a operação anticorrupçao foi abafada pelos políticos italianos, que aprovaram retrocessos na legislação.

O GLOBO

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